Antes da colonização extensiva do Norte do Paraná, havia, entre seus habitantes, além dos índios Kaingáng, uma população pobre instalada na floresta e que já derrubara parte dela para a criação de animais e o plantio de produtos agrícolas para sua sobrevivência. Ao lado de pessoas nessa situação, havia proprietários de terras, que já iniciavam a abertura e formação de grandes fazendas.
Londrina, que na época era um espaço pertencente ao município de Jataizinho e conhecido como Gleba Três Bocas, estava dentro da situação descrita acima.
Lord Lovat, inglês que veio ao Brasil em 1924, visitou o Norte do Paraná e verificou que não havia exagero no que ouvira falar sobre essa região. Em 1925, com outros companheiros, criou a Companhia de terras Norte do Paraná, diretamente do governo paranaense. Esta companhia iniciou seu trabalho de colonização sob a orientação de ingleses.
A Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) foi um tipo de loteadora que, após comprar terras, derrubou parte da floresta, abriu estradas e organizou a divisão desse espaço em lotes urbanos e rurais, que foram vendidos. Antônio Moraes de Barros, João Sampaio e Arthur Thomas foram algumas das pessoas que participaram da organização da Companhia de Terras Norte do Paraná para o início dos trabalhos.
A propaganda foi muito usada para atrair compradores, e nela chamava-se a atenção para a "Terra Roxa" e a "terra sem saúva".
Esta propaganda, aliada a outros motivos, como a pobreza e a esperança de vida melhor, fizeram com que muitas pessoas de todo o Brasil (principalmente paulistas, mineiros e nordestinos) comprassem terras ou fossem procurar trabalho no Norte do Paraná. Além dos brasileiros, vieram pessoas da Alemanha, Itália, Japão e outros países. A população atual de Londrina reflete esta mistura de povos.
Em 1975, houve a ocorrência de uma grande geada, chamada de "geada negra", que atingiu todo o norte do Paraná, arruinando as plantações de café. Alguns iniciaram novamente o trabalho com café, enquanto outros investiram em outros negócios.